Judex, Quo Vadis?

Uma análise crítica dos rumos da Justiça.

O blog não tem a pretensão de indicar nortes ou apontar soluções para as mazelas que atingem o Poder Judiciário.
É apenas uma tentativa de escancarar os bastidores, realçar as entrelinhas, dissecar o corpo e expôr as vísceras.
Através dos textos, busca-se dissipar a fumaça – seja do incêndio, seja dos fogos de artifício – que esconde ou dissimula o palco das relações políticas e sociais, no qual se articulam os destinos da Justiça e, em ultima análise, da sociedade.

Os textos são exibidos em ordem cronológica e são simultaneamente armazenados, por tema e autor, nos marcadores específicos.

1 de abril de 2011

Linguagem Acessível


Vivemos em tempo no qual existem pessoas querendo impor "linguagem acessível" nas sentenças judiciais.
Para ficarmos preparados para o futuro,
segue um modelo de base para sentença criminal.

Realistas

***

Vistos, etc.
1. Relatório:
O dotô promotor qué a cabeça do Mano.
A defesa disse que o processo não tem prova suficiente para isso.
Está contado o que aconteceu no processo. Decido.
2. Fundamentação:
As tistimunha disséram ki foi o Mano
que fez o B.O.
Deu "um cinco sete" na cabeça.
Perdeu! Caiu a casa!
3. Decisão:
Dessi módu, a condena do Mano é ir pra cadeia.
A pena deveria ser aumentada, mas como teve
HC julgado pela turma "garantista" (di módu ki o recurso
dessa sentença vai pro mesmo lugar), já deixo desde
logo a pena mais baixa, ki é prá num levar esculaxo.
Assim, o Mano vai ter que passar 4 anos na jaula (mas vai sair
em bem menos tempo)
e pagar mais dez dias de uma multinha que se
não pagar tb não dá nada.
P.R.I.
Local, data.